Com passagem curta ou duradoura, eles imprimem suas pegadas em nossa linha do tempo.Um belo dia me ofertaram um cãozinho, um filhote de pintcher indefeso, de patinhas molengas e tremulas, com um baita cabeção. O filhote cresceu e a cada dia se tornava um labrador, sim ele era um labrador, lindo, pelos pretos, olhos carentes, companheiro, destruidor, que enchia nossas vidas de alegrias.
Coincidentemente ou não, minha namorada e eu, que estavamos recém começando nosso relacionamento, a pouco morando juntos, demos a ele o nome Bob Marley, que como o do livro nos surpreendeu sempre que pode. Teve educação e cuidados de um filho, sendo peça fundamental em nossa preparação para o bebê que em breve chegaria.
Desde o momento em que acordava pela manhã e ao longo da rotina diária, ele estava presente, horas aprontando, horas exigindo carinho.
O mais fiel e amigo dos cães, o meu cão, tristemente nos deixou em um acidente.
Quando um casal de amigas perderam sua cachorrinha pug durante a anestesia para uma simples castração, ou quando um amigo teve de se desfazer de sua cachorra akita por não caber em um apartamento, eu compartilhei parte da dor. Mas quando eu a senti em minha própria carne, a sensação foi de fim do chão.
Várias páginas da minha vida a dois, que foram alegremente escritas acabaram arrancadas sem dó, o vazio só não foi maior pois nossa filhinha ja havia chego e não podiamos dar espaço a tristeza.
Hoje vejo o quanto ele foi importante, não queria nunca ter o perdido, mas sua estada breve, teve a duração de uma missão, pois nos uniu mais e fez com que continuassemos juntos, nos ensinou a amar, cuidar e criar.
Nosso cãozinho, que no paraíso dos cães tenha muito aconchego, obrigado por ter passado por nossas vidas, hoje sou melhor por você.